Friday, April 20, 2007
FOUR SCENARIOS FOR THE FUTURE OF MICROFINANCE PART I
"CGAP recently undertook a scenario-building exercise to help anticipate and prepare
for the global demographic, political, and technological forces that will shape the future of
microfinance. We and a wide range of outside experts grappled with the potential impact
of these forces in order to craft positive and negative scenarios for the year 2015 that might
instruct the microfinance actors today. This Focus Note examines these forces and applies
them to four scenarios. The Note ends with broad recommendations for how the international community can prepare for and respond to these scenarios.
The last two decades have witnessed a powerful opening up of the world of microfinance. Beginning in the early 1990s, the development community came to realize that microcredit providers could recover loans to poor and low-income people and cover their costs, and thus reach large numbers of people. At that time, donors and microfinance providers alike focused primarily on a single product (credit) for a particular client group (microentrepreneurs). Microcredit was delivered mainly by specialized microfinance institutions (MFIs), most of which were nongovernmental organizations.
Over time, the notion of microcredit broadened first from microcredit into microfinance then into the concept of building entire financial systems that serve their poor and low-income populations—financial systems that are “inclusive.” This new, more ambitious and complex vision has captured the attention of governments, international financial institutions, philanthropists, social investors, mainstream bankers, and even some royalty and celebrities.
We now understand that poor and low-income people can fruitfully use and pay for a range of financial services. Financial services for the poor are delivered by banks and other retail organizations as well as NGOs. A few years ago, CGAP research identified well over 750 million savings and loan accounts in institutions that cater to the lower economic strata; 74 percent of these were in state-owned savings, development, and postal banks.1 A second study by Peachy and Roe identified over 1.4 billion accessible
We know that microfinance can be robustly profitable. A 38-country analysis found that MFIs with publicly available performance information were more profitable on average than the commercial banks in those same countries.
We know that when the model is right, microfinance grows fast: over the last decade, borrowers from MFIs worldwide have grown by 13–15 percent a year, implying a doubling of outreach every 7 years.
On the otherhand, these growth rates pale when compared to the growth of mobile phone subscribers, which has averaged almost 60 percent per year from 1999 to 2004. Sub-Saharan Africa’s mobile market has grown 82 percent per year.
Despite the improvements in financial access, two-thirds of the world’s adults still do not have a basic bank account.6 Access to a bank account is only one dimension of financial inclusion, but it is an important one. A basic bank account is the entry point that allows customers to save money outside the household, make loan or premium payments, or transfer funds within their country or across borders. More than 80 percent of households have bank accounts in high-income countries, compared to well below 20 percent in low-income countries. In countries like Bangladesh or Sudan, that number hovers just above zero. "
La suite ici:
http://www.cgap.org/portal/binary/com.epicentric.contentmanagement.servlet.ContentDeliveryServlet/Documents/FocusNote_39.pdf
Sunday, March 18, 2007
Os 10 Princípios chave das Microfinancas
1. Os Pobres não necessitam apenas de emprestimos, mas de uma variedade de serviços financeiros.Como quaisquer pessoas, os pobres necessitam de serviços financeiros que sejam convenientes,flexíveis, e acessíveis. Dependendo das circunstâncias, os pobres não desejam apenas empréstimos, mas também poupança, seguros e acesso a transferências de valores.
2. As Microfinanças são um instrumento poderoso na luta contra a pobreza. Quando os pobres têmacesso a serviços financeiros, os seus rendimentos aumentam, aumentam os seus activos, assim comosua proteção ante a choques externos. Famílias pobres usam as microfinanças para mover-se além da subsistência diária, fazendo provisoes para o futuro: investem em melhor nutrição, em habitação, saúde, e educação.
3. As Microfinanças significam a construção de sistemas financeiros que sirvam aos pobres. Na
maioria dos países em desenvolvimento, a maior parte da população é pobre, entretanto, esta maioria é a menos provável de se beneficiar de serviços bancários. As Microfinanças são frequentemente vistas como um sector marginal – uma actividade de desenvolvimento que diz respeito a doadores, governos, ou investidores com consciência social, mas não como parte integral do sistema financeiro de um país. As microfinanças, entretanto, só atingirão o máximo número de pobres quando forem integradas ao sistema financeiro.
4. As microfinanças podem e devem ser auto-suficientes para atingir um grande número de pessoas pobres. A maioria dos pobres não tem acesso a bons serviços financeiros que atendam suas necessidades porque nao existem instituições fortes o suficiente que forneçam esses serviços. Instituições fortes têm de cobrar o suficiente para cobrir seus custos. A recuperação dos custos não é um fim em si mesma, mas antes a única forma de atingir a escala e o impacto para além do que os doadores podem financiar. Uma institutição auto-suficiente em termos financeiros pode continuar e expandir a sua oferta de serviços no longo prazo. Atingir esta forma de sustentabilidade significa diminuir custos de transação, oferecendo serviços mais úteis aos clientes, e encontrando novas formas de alcançar os pobres desprovidos de acesso ao sistema bancario.
5. As Microfinanças tratam da construção de institutições financeiras locais de caráter permanente. O financiamento dos pobres requer institutições financeiras sólidas que forneçam serviços financeiros numa base permanente. Estas institutições precisam mobilizar poupança doméstica, reciclando-as em empréstimos e no fornecimento de outros serviços. À medida que as instituições e os mercados de capitais amadurecerem, diminui sua dependência para com doadores e governos, incluindo de bancos governamentais de desenvolvimento.
6. O Microcrédito não é a resposta para tudo. O Microcrédito não é o melhor instrumento para todos em todas as circunstâncias. Pessoas com fome e destituídas, sem rendimentos ou outros meios de desembolso necessitam de outras formas de assistência antes de poderem fazer bom uso de empréstimos. Em muitos casos, outros instrumentos podem ser mais eficazes no alívio da pobreza – como por exemplo, pequenos subsídios, programas de treinamento e emprego, ou a melhoria de infra-estrutura. Quando possível, estes serviços devem ser acompanhados de iniciativas que fomentem a poupança.
7. O estabelecimento de “Tetos” às taxas de juro afectam negativamente os pobres, tornando o acesso destes ao crédito mais difícil. É muito mais dispendioso fazer varios empréstimos pequenos que apenas alguns empréstimos grandes. A não ser que os fornecedores de microfinanças possam cobrar taxas de juro bem acima das taxas de juro normalmente praticadas pelos bancos, eles não poderão cobrir os custos. Assim, o seu crescimento será limitado pela incipiente e incerta oferta de financiamento concessional de governos e doadores. Quando os governos regulam as taxas de juro, normalmente estas são estabelecidas em níveis tão baixos que não permitem ao microcrédito cobrir os custos. Deste modo, mais regulações deveriam ser evitadas. De outro modo, um fornecedor de microfinanças não deveria estabelecer as suas taxas de juro em níveis que fazem os seus clientes pagar pela sua ineficiencia.8. O papel do governo é o de permitir a transacção de servicos financeiros, e não o de os fornecer directamente. Os governos devem estabelecer políticas que estimulem a oferta de serviços financeiros aos pobres, ao mesmo tempo protejendo os depósitos do público. Os governos necessitam manter a estabilidade macroeconómica, evitar limites às taxas de juro, e abster-se de distorcer mercados com insustentáveis programas de empréstimos subsidiados e com alta inadimplência. Os governos devem também lutar contra a corrupção e melhorar o clima para os pequenos negocios, incluindo o acesso a mercados e no melhoramento da infra-estrutura. Em casos especiais,onde fundos não estejam disponíveis, o financiamento governamental pode ser concedido a instituições de microfinanças sólidas e independentes.
9. O maior gargalo na indústria microfinanças é a ausência de instituições e executivos fortes. As microfinanças são um campo muito especializado que combina serviços bancários com objectivos sociais. Competências e sistemas de gestão terão de ser criados em todos os níveis: entre os executivos, sistemas de informação, bancos centrais que regulam as microfinanças, entre outras agências governamentais e doadores. Investimentos privados e públicos em microfinança devem concentrar-se emaumentar estas capacidades e não só em mobilizar e movimentar capital.
10. As microfinanças funcionam melhor quando têm o seu desempenho medido e publicado. É imperativo criar um sistema padronizado e exacto de informação para medir o desempenho, não só em termos de informação financeira (por exemplo taxas de juro, reembolso de emprestimoss, e recuperação de custos) mas também de informação social (número de clientes atendidos e seus correspondente níveis de rendimento/pobreza). Doadores,investidores, supervisors bancários, e clientes necessitam desta informação para avaliar o seus custos, risco e retorno.
Para mais informacão consulte o site do CGAP aqui
Pour plus d'information consulter le site du CGAP ici
Saturday, January 13, 2007
Nouvelles Avancées dans l’Accessibilité de l’Assurance aux Pauvres:

La Micro-assurance étant un important outil de gestion des risques pour les ménages à faibles revenus, elle a fortement contribué à la réduction de la pauvreté au niveau mondial. Plus de 150 experts issus de 30 pays, représentant 80 organisations internationales, ONG, organisations d’appui ainsi que l’industrie des assurances, ont assisté à la 2ème conférence annuelle sur la micro-assurance intitulée « Making Insurance Work for Africa », organisée par la Fondation Munich Re et le Groupe de Travail de CGAP sur la micro-assurance. Cette année, la conférence s’est tenue du 21 au 23 novembre 2006 à Cape Town avec le soutien de FinMark Trust (Afrique du Sud).
Les participants de 12 pays africains se sont réunis pour échanger leurs points de vues avec des experts en provenance d’Europe, des Etats-Unis, d’Inde, du Pakistan, des Philippines et d’ailleurs, afin de discuter également des défis à venir dans l’élargissement de l’assurance aux ménages à faibles revenus. La moitié des participants issus de compagnies d’assurance et de re-assurance – notamment Old Mutual, Santam, Hollard, AIG, Munich Re et Zurich Financial Services – témoignent ainsi d’un intérêt croissant pour les marchés émergeants en micro-assurance.
(..)
Faire fonctionner l’assurance en Afrique
Le sujet de cette conférence annuelle a été « Making Insurance work in Africa », où les gouvernements sont moins aptes à fournir une protection sociale effective. Selon les données de l’Organisation Internationale du Travail (OIT), seulement 20% de la population mondiale a accès à une protection sociale adaptée, telle que la santé et la pension, tandis que plus de la moitié de la population mondiale ne dispose d’aucune couverture. « Parce que dans plusieurs pays, notamment en Afrique, la protection sociale est inadaptée, » explique Graig Churchill de l’Organisation Internationale du Travail à Genève, « la micro-assurance peut combler ces lacunes ». Compte tenu des ressources limitées dans les pays d’Afrique, « une approche complémentaire est nécessaire afin d’exploiter les initiatives gouvernementales afin de favoriser et d’accroître l’implication du secteur privé. »
(...)
Il y a une demande de couverture par les personnes à faibles revenus ainsi qu’un marché si les produits sont adaptés et si leur distribution est effective. En Afrique du Sud, par exemple, il y a environ 100.000 sociétés funéraires communautaires qui collectent pour approximativement un milliard de dollars de primes. Ces sociétés permettent aux personnes à faibles revenus de couvrir les importants frais d’enterrements en mettant en commun leurs ressources. Le fait qu’autant de personnes aient recours à ces moyens informels de gestion de leurs risques suggère que le secteur formel des assurances ne s’investit pas suffisamment pour répondre à la gestion des dépenses inattendues.
Des Solutions Innovantes
Des schémas innovants – tel que le programme d’assurance santé proposé par Microcare en Ouganda ou bien encore les mutuelles de santé en Afrique de l’Ouest – démontrent la possibilité de dépasser les obstacles majeurs sur ce marché, à savoir les coûts élevés de distribution et l’absence de compréhension du marché sur ce qu’est la micro-assurance.
En Afrique du Sud, de gros détaillants tels que Shoprite, Edcon Groupe, les magasins PEP et Ellerines mettent à disposition un produit de micro-assurance en collaboration avec les compagnies d’assurances, ce qui est potentiellement prometteur. Dirk Reinhard conclua la conférence avec ces mots : « Il existe une nouvelle et puissante dynamique qui s’ouvre aux possibilités. La micro-assurance n’est plus micro – mais la clé pour sécuriser la protection sociale et lutter contre la pauvreté. »
(..)
Une Publication d’envergure
La conférence a permis le lancement d’une nouvelle publication, éditée par l’OIT « Protecting the Poor : A Microinsuarnce Compendium ». Cet ouvrage, détaillé, démontre qu’une image claire de ce qu’est la micro-assurance émerge petit à petit – avec ces défis ainsi que ces nouvelles solutions. Se considérant comme une ressource essentielle sur les bonnes et mauvaises pratiques, cet ouvrage de plus de 600 pages, se fonde sur l’étude de 40 modèles en micro-assurance émanant de plusieurs acteurs internationaux. Il s’agit d’ une publication critique et indispensable pour toute personne intéressée à ouvrir l’assurance aux marchés à faibles revenus.
Plus d’information:
· Conférence http://www.microinsuranceconference.org/
· Fondation Munich Re www.munichre-foundation.org
· FinMark Trust http://www.finmarktrust.org.za/
· Pour commander l'ouvrage “Protecting the Poor” http://www.ilo.org/ (publications)
Friday, November 03, 2006
Finance et bien commum
LA MICROFINANCE RISQUE DE RENIER SON INSPIRATION HUMANISTE
L’année mondiale de la microfinance en 2005 a provoqué une unanimité de façade. Au delà de la dévotion naïve exprimée par de trop nombreux médias, des incidents récents montrent qu’on ne dispose pas, aujourd’hui, d’appareils méthodologiques robustes et consensuels pour prouver que les avantages de tel ou tel système sont nettement supérieurs à ses impacts négatifs. On sait pourtant que l’action de la microfinance devient négative dans des circonstances bien précises, comme on pouvait le lire, par exemple, dans un article au ton brutal d’Isabelle Guérin et Marc Roesh paru dans Le Monde du 29 novembre 2005. La question des performances sociales de la microfinance est d’autant plus cruciale que l’influence des marchés financiers devient dominante dans ce domaine, après des décennies d’influence des ONG et des financements par l’aide publique. Une évaluation de cet aspect de la microfinance est alors nécessaire. Mais ceci provoque des réactions vives, dont voici quelques brefs exemples.
Un faux problème ?
Au cours de cette fameuse année 2005, les publications se sont multipliées : du coté des grands bailleurs, il fallait montrer que le consensus régnait. C’est peut-être cela qui a alimenté la violence du ton de l’article d’un certain Marc Jacquand, Programme Manager des Fonds d’Equipement des Nations Unies (FENU), « Measuring Social Performance : The Wrong Priority », paru dans le magazine en ligne Microfinance Matters en août 05. M. Jacquand cite le « Livre rose » du Consultative Group to Assist the Poorest (CGAP), un guide destiné aux bailleurs selon lequel les institutions de microfinance (IMF) doivent produire une information standardisée et « permettant la comparaison des performances financières ainsi que sur les performances sociales » des IMF.
[Qu'est ce que le CGAP ? cliquez ici]
Mais il suggère de ne pas aller plus loin dans la mesure des impacts, car le lien causal entre les prêts et le succès des IMF est trop difficile à établir. Mais surtout, écrit-il, ne risquons-nous pas « de ghettoïser la microfinance en mettant l’accent sur les performances sociales », alors qu’il existe un consensus pour dire que « la microfinance doit entièrement s’intégrer dans les systèmes financiers nationaux et internationaux » ? Et d’ailleurs, quand on enquête sur ceux qui demandent que l’on améliore l’information sociale, « en fonction de votre degré de cynisme », on s’aperçoit que ce sont « des consultants et des équipes de recherche [qui cherchent à] justifier leur propre existence ».
Bref, résume-t-il, dans un contexte de « ressources limitées », « attirer notre attention et notre argent pour mesurer des performances sociales mal définies est une fausse priorité». Un peu plus tard, le 4 novembre 2005, le quotidien suisse l’agefi, qui est très lu dans les milieux financiers francophones, publiait une « réflexion » d’un rédacteur en chef, Christophe Roulet, intitulée « La microfinance et les études des cas ». L’article commence sur un ton ironique: l’Université de Genève et le Bureau International du Travail (BIT), après avoir examiné une cinquantaine d’IMF, concluent « que la grande majorité ont du mal à atteindre le seuil de rentabilité. Quelle nouvelle ! ». Alors que certaines IMF commencent à trouver des relais « sur le marché des capitaux », « le plus affligeant, […] c’est qu’on arrive à dégager des fonds pour financer une recherche académique qui ne sert strictement à rien », affirme le journaliste. D’ailleurs « initier une étude concluant [que les IMF] ont de la peine à être rentables est non seulement une imbécillité dans son principe, mais elle porte outrage à tous ceux qui luttent pour prouver le contraire ». Ces deux exemples ne sont pas de simples anecdotes. Les personnes qui s’expriment ainsi ont des responsabilités vis à existence »). C’est pourquoi il faut considérer ce type de discours comme un symptôme, sans doute celui d’une angoisse diffuse. Le consensus humaniste ne suffit plus
Attirer les bailleurs privés
Car, l’autre effet de l’Année mondiale de la microfinance est de confirmer aux grandes banques internationales et aux gérants de capitaux que le secteur de la microfinance peut devenir un investissement rentable. Les recommandations du CGAP de ces dernières décennies ont toujours été univoques : les IMF doivent, avant tout, « se libérer » des subventions publiques. Ce sont les principes édictés dans un court guide, Donor Guidelines for Microfinance International Best Practice, du Committee of Donor Agencies for Small Enterprise Development, qui figure sur le site du FENU.
Les résultats seraient certains : « des expériences internationales montrent que les meilleures IMF ont atteint leur efficacité opérationnelle en 3 à 7 ans, et leur autosuffisance financière (c’est à dire la couverture de la totalité de leurs coûts financiers par des taux d’intérêt non-bonifiés) en 5 à 10 ans », ce qui est vivement contesté par de nombreuses organisations. Elizabeth Littelfield, directrice du CGAP, admettait elle-même en 2004 que sur 7000 IMF, « une centaine sont déjà pérennes, c’est à dire qu’elles pourraient fonctionner et être rentables sans subventions des bailleurs de fonds en ayant recours au marché des capitaux » (Le Monde du 28 mai 2004). Ainsi, on se souviendrade 2005 aussi comme l’année charnière. La microfinance dominante passe désormais sous l’influence des grands bailleurs privés, alliés à des banques et d’autres institutions financières internationales, privées également. Le champ de la microfinance devient une partie de la R&D, du marketing innovant, de l’expansion géographique de ces institutions.
De nouveaux marchés pour les banques
1. Pour les grandes banques de détail, leur implication dans la microfinance est une façon d’explorer de nouveaux marchés. Citi Group, ABN Amro ou Barclays « recherchent une exposition directe ou indirecte sur ces marchés de la microfinance, pour une raison simple : il y a de l’argent à se faire », y a-t-il écrit sur le site. Plus largement, dans son dernier rapport annuel, Citi Group explique que c’est également une façon de remplir ses obligations en termes de responsabilité sociale. Mais il s’agit aussi d’« aider » les activités du secteur informel à se développer en direction du secteur formel, en créant au passage de meilleurs clients, c’est-à-dire des clients plus sûrs pour les banques.
2. Les grandes banques de détail ont également besoin de tester de nouveaux outils sur de nouveaux marchés : par exemple des méthodes de scoring individualisés, qui abaisseraient sensiblement les coûts de transaction, puisque ceux des IMF sont réputés élevés.
C’est un début de contamination des prêts professionnels, qui reposent sur la qualité d’un projet, par les techniques des prêts à la consommation, les scorings personnels. On sait pourtant que ces techniques, mal utilisées, ont été à l’origine de la grave crise financière dans plusieurs pays d’Amérique latine, qui culminait au Pérou et en Colombie en 2000.
3. Enfin, plus globalement, le monde développé regorge d’épargne, et les gérants constatent que les rendements y sont et resteront bas, alors que les pays émergents offrent des perspectives de rendements élevés. La tentation est alors forte de
confier des capitaux à des IMF « matures », tout en promettant des rendements élevés aux souscripteurs que sont les fonds de retraite anglo-saxons, comme le font par exemple Blue Orchard et Morgan Stanley.
L'intégralité de l'article ici
------------------------------
Qu'en pensez vous ? Il y a t'il eu un phénomène de dévotion massive des médias à l'égard de la microfinance ?
